
Um dos momentos mais esperados por todos os surfistas lusos era sem dúvida a vinda dos melhores do mundo a Portugal, como tal, e sendo eu surfista, também era o meu.
As previsões eram muito boas, portanto as expectativas em volta desde The Search eram elevadas.
O campeonato apesar de não ter sido desenrolado em SuperTubos, fez jus ao seu nome e como The Search que se preze teve direito a muito boas ondas por toda a costa Penichense. O Pico da Mota foi o pico que acolheu os surfistas por mais dias, e acreditem ou não, mas uma pessoa que não conhecesse o mitico pico de Supertubos, muito possivelmente diria que o pico da Mota era sem dúvida, Supertubos. Foram 12 dias de grande espetáculo ao qual os portugueses poderam viver bem de perto.
Cheguei à praia no Sabádo depois de 30minutos de uma longa caminhada pela areia, a sombra efectuada pelas pessoas era imensa. Estavam cerca de cinco mil pessoas na areia a vibrar pelo confronto disputado dentro de água.
Eu nem estava a acreditar, e infelizmente o mais próximo que conseguia estar dos meus ídolos, era ainda, bem longe. Mas não fiz caso, pois ainda era o terceiro dia de campeonato, e ainda tinha muitos mais pela frente para conseguir algo deles.
No entanto nem sempre se tem sorte, e eu tive muito azar, a tão falada gripe A fez questão de bater à minha porta (tinha outros 365 dias, mas tinha que ser logo naquele?) e eu sem a poder contrariar tive que ceder! Mas no meio de tanto azar, a sorte é que já se pode assistir a campeonatos "live" e com uma qualidade excelente, o que não deixa de ser diferente de estar sentado na praia a assistir, a aplaudir, cada tubo, cada "fins out", até mesmo, a cada wipe out.
Com todo este sucesso que foi esta prova em Peniche, fiquei com uma enorme esperança de que para o ano, depois de mais um ano onde Mundaka falhou, que Portugal entre no calendário do CT. Quem sabe o sonho não se torna realidade..
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Fala Galera!!!! estive um tempo sumido, mas aqui estou de volta!
Semana passada começou a etapa do circuito mundial mas esperada do ano, a Rip Curl Search, nas terras lusitanas, o local escolhido foi Peniche, e la estive eu, para conferir de perto o melhor que o surf tem neste momento...
O nível de surf e algo excepcional, que estão apresentando hoje em dia, com manobras inovadoras, aéreos 360, e muitas outras que nem sei dizer o nome!
Mas uma coisa que me chamou a atenção foi a escolha das condições do mar na hora de por as baterias na agua..... um campeonato tão importante, com tantos investimentos, com atletas precisando de resultado, como o Thiago Pires, Marlon, Heitor Alves, e começar o campeonato em condições medíocres e ridículas como no Molhe Leste, no fim, fizeram poucas baterias....conclusão se prejudicou alguns, mas beneficiou outros.....
Entre período de espera e período de espera, como diz meu amigo Edinho Leite, da ESPN Brasil, o Campeonato estava para mudar de nome, de THE SEARCH para THE WAIT.....
No sábado rolou o 2do round, no Pico da Mota, em condições razoáveis (mas não perfeitas para um Search) prejudicando assim, mais uma vez alguns atletas.
Nesse dia o maior show foi do publico, que apoiou e vibrou massivamente mas com muita calma e respeito a todos os atletas, se estima que na praia havia por volta de 12000 pessoas!
Começa o Domingo com grandes ondas no Pico da Mota, 4 a 6 pés de onda, tubo, tubos, e mais tubos, subindo e melhorando ao decorrer do Dia. Agora tudo mundo se perguntou, porque o campeonato foi cancelado depois das 13 hs???????
Procurei saber, mas ninguém me soube responder....Quando dei por mim, vi o director de prova surfando, ai entendi......ele também é humano.
Ate aqui eu presenciei o campeonato, e esta é a minha opinião!
Hoje rolou o 3ro round e as oitavas de final, em Super Tubos, fechando um pouco, mas com altos tubos de 8 pés. Destaque para o Owen Wright, que fez um tubo nota 10, despencou de uma onda pesada, perfurou o tímpano mas está nas meias de final, não se sabe se vai participar.
Amanhã quarta feira, to indo bem cedo para ver as meias e a final, e trago mais novidades, agora podem ver algumas imagens deste fim de semana.
Grande abraço e boas ondas!!!!












Photo: Marcela Gago
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É verdade, e apesar de não parecer (!!!) estamos em Outubro. Para mim os dias de vento são cada vez mais aguardados e desejados pois adivinha-se já tão perto a pior estação do ano para o kitesurf nacional :)
As asas maiores que em tempos de fartura nem saiam de casa (!) já se vêm mais vezes nas praias de norte a sul. De repente, engolimos o “eh pah, com este vento nem vale a pena…”, e toca a remar quando é preciso!
O sentimento é de “aproveitar que isto está a acabar!”. Mas é agora que o “onde é que é a viagem deste ano?” começa a fazer parte de todas as conversas. Os preparativos de fuga para terras de calor e com mais vento fazem parte da nossa vida desde que nos encontrámos com o kite.
O histórico de vento dos destinos nos nossos meses de Inverno é o factor de decisão para qualquer viagem. E analisando sobre essa perspectiva, há claramente preferidos! Um dos meus é, seguramente o nordeste do Brasil.
Para quem quer ter a certeza de bons ventos de manhã à noite Outubro/Novembro são os melhores meses para embarcar numa viagem fantástica com muito kitesurf, paisagens que cortam a respiração e boa gente para conhecer. Este inverno, a minha viagem será no arranque do próximo ano, com outro destino em mente, mas no final de 2008 andei pelo Ceará e muito dificilmente dou menos de 9 pontinhos a este destino de férias para kite!
Enquanto por cá ainda conseguimos navegar com alguma regularidade, e inclusivé ainda temos a decorrer o Campeonato Nacional de Kitesurf em Ondas, da FPKite (com a próxima etapa a realizar-se em Faro), recomenda-se a todos que comecem a espreitar os melhores spots espalhados por este mundo para as férias (no nosso caso, ninguém tira férias no verão! lol).
Algumas recordações da viagem da Su&Friends ao Ceará, com passagem pelo Cumbuco, Cauípe, Taiba, Paracuru, Ilha do Guariju, Flexeiras, Jericoacara (amei, amei, amei!!)… Tenho saudades, quero voltar rapidamente! Água quente, vento certinho e acima de 20nós, Su a andar de 5m… :) Mil aventuras com os nossos buggies, muitas pessoas e histórias de vida para recordar, boa comida, amizades que cresceram e se alicerçaram nesta união de sentimentos de todos os que amam o mar, independentemente da idade, do sexo, da nação onde cresceram…!
Tenho saudades, muitas, e confesso que me vai custar este ano sem Brasil, mas há muito mundo para descobrir, outros mares para conhecer!
          
O post da raquel acerca das maldivas inspirou-me para este.
Estive nas maldivas em 2007, tive azar com as ondas! muito vento, chuvas torrenciais, mar pequenino, previsões de swell mais que más. Embora na ultima semana as suas famosas ondas tenham dado um ar da sua graça, e o sol também, a verdade é que ficou tudo muito aquém do esperado.
Quando viajo, odeio limitar-me ao que está pertinho de nós, ao mais óbvio. Ondas + sol + água cristalina = maldivas até aqui todos chegamos, mas na verdade as maldivas têm mais do que isso. Embora não seja um país com uma grande oferta cultural, se procurarmos lá encontramos qualquer coisa, o truque é mesmo ir à descoberta, de preferência com os guias bem longe de nós (odeio fotografar com gente atrás de mim ou à minha espera). Disseram-me cobras e lagartos de malé, os americanos que estavam no resort diziam que era proibido fotografar, que os guias não nos deixavam sózinhos etc etc... tudo tretas!!! É verdade que malé não é uma cidade muito interessante, mas tem coisas muito engraçadas, como os mercados, o porto de pesca, as mesquitas... se formos numa de conhecer, e metermos conversa com os locais, pode ser um dia bem passado e enriquecedor.
Deixo-vos algumas fotografias do "outro lado" das maldivas, que não sei porquê mas nunca ninguém as publica, fazendo-nos querer que as maldivas se limitam ao azul turquesa, ás boat-trips e ás ondas...
www.andrecarvalhophoto.com
www.flickr.com/andrecarvalho
www.goma.pt



























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Se me dissessem que ia para as Maldivas para apanhar quinze dias de céu adverso, chuvas torrenciais, ventos ciclónicos e nem dois dias seguidos de sol (sim, porque às tantas a frase mais ouvida por todo o barco já era “tomorrow sun”), diria que só podiam estar malucos! Ah e há mais! Nem uma esquerda!
O único sítio que tenho rotulado na minha cabeça como “simplesmente paradisíaco” este ano deixou-me bastante desiludida. Se as expectativas eram mais uma vez elevadas para a viagem que anseio durante todo o ano, estas ficaram no avião de volta a Portugal.
Assim que cheguei e liguei o telemóvel tinha pelo menos dez chamadas não atendidas da minha mãe e perguntava-me “porquê?” Sim porque quando cheguei, Maldivas, apesar do vento que se fazia sentir, parecia Maldivas. Então liguei-lhe de volta e sem me deixar sequer dizer uma palavra, ela disparou logo “Estás bem? Chegas-te bem? Estava super preocupada”. Mas eu parecia continuar na minha pura ignorância, sem perceber o porque é que não haveria de estar bem. E foi ai que a minha mãe, depois de eu ter respondido que estava óptima, me dissipou as dúvidas “Porque no dia em que estavas para chegar aí, estava um alerta de tsunami para as Maldivas e um de tufão para o Sri Lanka.” Ainda bem que não me apercebi disso, se não, e com o medo que tenho de andar de avião nem teria entrado naquele cubículo com duas assas.
Depois de ter feito jus ao rótulo que lhe tinha dado durante dois anos consecutivos, e querendo seguir aquele ditado “à terceira é de vez”, assim foi, à terceira foi mesmo de vez. Como acredito, que mais perfeito do que já tinha apanhado não havia, fui servida este ano exactamente como descrevi o primeiro parágrafo.
Não sei se para o ano lá voltarei ou não, mas uma coisa é certa, sendo uma pessoa bastante superstigiosa, em Agosto é que não lá ponho os pés.
 Surftechnique a desfrutar de uma refeição fora do barco num dos raros momentos de sol.
 O Cenário diário
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